O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quinta-feira (4), em Belo Horizonte (MG), o programa Gás do Povo, que vai garantir botijão gratuito para 15,5 milhões de famílias brasileiras, alcançando cerca de 50 milhões de pessoas.
A iniciativa substitui o atual Auxílio Gás, triplicando o número de beneficiados e consolidando-se como uma das maiores ações de acesso ao cozimento limpo no mundo. Diferente do modelo anterior em dinheiro, as famílias poderão retirar o botijão diretamente nas revendedoras credenciadas pelo Governo Federal.
De acordo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o gás de cozinha passa a ser tratado como item essencial para garantir segurança alimentar, dignidade e bem-estar.
“O Gás do Povo combate a pobreza energética, garante alívio no orçamento das famílias que mais precisam e protege a saúde, principalmente de mulheres e crianças que utilizam lenha ou álcool”, destacou.
O benefício será destinado às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 759). A prioridade será para quem já recebe o Bolsa Família.
Cada família terá direito a uma quantidade de botijões por ano, de acordo com o número de integrantes:
até 3 botijões para famílias de dois membros;
até 4 botijões para famílias de três membros;
até 6 botijões para famílias com quatro ou mais pessoas.
Ao todo, o programa vai distribuir 65 milhões de botijões por ano.
A Região Nordeste terá o maior número de contemplados, com 7,1 milhões de famílias. Em seguida estão:
Sudeste: 4,4 milhões
Norte: 2,1 milhões
Sul: 1,1 milhão
Centro-Oeste: 889 mil
A retirada do botijão será feita de quatro formas:
por aplicativo do MDS, com vale eletrônico;
por cartão próprio do programa;
por vale impresso, disponível em agências da Caixa ou lotéricas;
ou pelo cartão do Bolsa Família.
As revendas participantes terão identidade visual padronizada, com sinalização nos pontos de venda, botijões e veículos.
O valor do benefício será definido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Fazenda, com base em dados da ANP. O preço será regionalizado para reduzir desigualdades entre estados, mas não incluirá o custo do frete de entrega.