Cidades Taxa da vergonha
Moradores de Angra dos Reis se mobilizam contra taxa de R$ 95 para turistas
População critica projeto do Executivo que pretende cobrar tarifa diária de visitantes e teme impactos negativos no turismo e na economia local
28/09/2025 14h39 Atualizada há 9 meses
Por: Redação

A proposta da Prefeitura de Angra dos Reis de instituir uma “Taxa de Turismo Sustentável” de R$ 95 por dia para cada visitante tem gerado forte reação entre moradores, trabalhadores e empresários do setor. O Projeto de Lei nº 39/2025, encaminhado pelo Executivo em regime de urgência, está sendo duramente criticado pela população, que vê na medida uma ameaça direta ao turismo e à economia da região.

De acordo com os moradores, a cobrança, que valeria tanto para turistas hospedados no continente quanto nas ilhas, vai desestimular visitantes a permanecerem em Angra dos Reis e Ilha Grande. “Cada turista que deixa de vir significa menos consumo, menos empregos e menos renda para milhares de famílias”, alertam os organizadores de uma petição online que pede o arquivamento do projeto.

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O turismo é a principal engrenagem da economia local. Hotéis, pousadas, bares, restaurantes, quiosques, embarcações, guias, artesãos, comerciantes e até agricultores familiares que fornecem produtos para o setor dependem da chegada constante de visitantes. Para a população, a criação da taxa teria um efeito cascata devastador, reduzindo o movimento e, consequentemente, a renda de trabalhadores formais e informais.

Somos a favor do turismo sustentável, mas não é penalizando o visitante que vamos alcançar esse objetivo. Há muitas outras formas de promover sustentabilidade sem afastar quem mantém nossa economia viva”, destaca um dos trechos da mobilização popular.

Taxa pode espantar turistas e afetar empregos

O temor dos moradores é que a taxa de R$ 95 por pessoa, cobrada diariamente, torne Angra dos Reis um destino menos atrativo em comparação a outras cidades turísticas do Brasil e do mundo, que competem pela mesma fatia de visitantes.

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Para além da crítica ao impacto financeiro, a população também aponta a forma como o projeto foi apresentado: em caráter de urgência, sem debate público. O sentimento é de que a medida tenta ser aprovada sem que a sociedade tenha espaço para se manifestar.

Diante disso, cidadãos de Angra dos Reis, Ilha Grande e região têm se unido em uma campanha online contra a proposta. A petição já reúne assinaturas e pede que a Câmara Municipal rejeite o PL 39/2025.

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O futuro da nossa cidade depende do turismo. Se essa taxa for aprovada, não só turistas sairão perdendo, mas todos nós que vivemos do que eles movimentam”, reforça o movimento.

Com a pressão popular ganhando força, a expectativa agora é que os vereadores escutem a voz da população e barrem o projeto ainda em votação.