Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste, estão no centro do plano da Prefeitura do Rio para vender 324 imóveis públicos municipais.
A proposta foi encaminhada à Câmara de Vereadores por meio do Projeto de Lei Complementar 93/2025, que autoriza a alienação dos bens.
Segundo o Executivo, a iniciativa busca dar destino a imóveis considerados ociosos, atrair investimentos privados e gerar novas receitas para o município.
O prefeito Eduardo Paes já havia sinalizado aos vereadores, em agosto, a intenção de vender centenas de prédios e terrenos municipais.
A lista completa dos imóveis, no entanto, só foi apresentada agora, no fim do ano, junto ao envio oficial do projeto.
O É do Rio apurou que o texto não detalha quantos imóveis pertencem ao Funprevi nem apresenta estimativas de arrecadação com as vendas.
Também não há demonstração de que os recursos obtidos seriam suficientes para reduzir o déficit previdenciário do fundo municipal.
Outro ponto sensível é que a avaliação financeira dos imóveis ficou para etapas posteriores, após eventual aprovação da lei.
Na prática, os vereadores são chamados a autorizar a venda do patrimônio público sem conhecer previamente o valor de mercado dos bens.
A distribuição dos imóveis é desigual e concentra-se em regiões estratégicas da cidade do Rio de Janeiro.
A Zona Oeste lidera a lista, com destaque para Campo Grande e Santa Cruz, que concentram o maior número de imóveis.
A Zona Sudoeste aparece em seguida, incluindo Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes.
O Centro do Rio também figura entre as regiões com grande concentração de imóveis incluídos no projeto.
Especialistas alertam que a venda pode gerar impactos urbanos, como mudanças na ocupação do solo e pressão sobre serviços públicos.
O projeto ainda será analisado pela Câmara e deve provocar debates sobre transparência e uso do patrimônio público municipal.
Área de Planejamento 1 (AP1):
Área de Planejamento 2 (AP2):
Área de Planejamento 3 (AP3):
Área de Planejamento 4 (AP4):
Área de Planejamento 5 (AP5):