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Você está treinando suas soft skills? Mas, afinal, você sabe o que é isso? Elas valem mais do que você imagina.

Habilidades comportamentais como comunicação, empatia e liderança são cada vez mais decisivas para crescimento profissional

Izabela Silva
Por: Izabela Silva
04/02/2026 às 20h15
Você está treinando suas soft skills? Mas, afinal, você sabe o que é isso? Elas valem mais do que você imagina.
Você está treinando suas soft skills? Mas, afinal, você sabe o que é isso? Elas valem mais do que você imagina.
Todo mundo fala em qualificação. Cursos, certificações, inglês, Excel, Power BI, gestão de projetos… A lista é infinita. E sim, tudo isso importa. Mas existe um conjunto de habilidades que, silenciosamente, podem ser o verdadeiro motivo pelo qual alguém é contratado ou demitido.
 
Estamos falando das soft skills. As chamadas “habilidades comportamentais”, como saber se comunicar bem, trabalhar em equipe, resolver conflitos, ter empatia, saber ouvir, adaptar-se rapidamente a mudanças, influenciar pessoas e lidar com pressões do dia a dia.
 
De acordo com uma pesquisa do LinkedIn (Global Talent Trends), 92% dos profissionais de RH consideram as soft skills tão importantes quanto ou até mais importantes do que as hard skills. E tem mais: quando perguntados sobre os motivos que mais levam à demissão, a maioria aponta comportamentos e atitudes, ou seja, quase 90% das demissões estão ligadas à falta de habilidades comportamentais, e não à ausência de conhecimento técnico.
 
E a PwC reforça essa tendência: segundo o levantamento deles, as habilidades mais difíceis de encontrar no mercado são justamente aquelas que as máquinas não executam como criatividade, liderança, inteligência emocional e resolução de problemas. O estudo mostra que:
 
  • 77% dos recrutadores têm dificuldade em encontrar profissionais com criatividade e inovação;
  • 75% apontam dificuldade em recrutar líderes;
  • 64% citam a inteligência emocional como escassa;
  • 61% destacam a escassez de adaptabilidade e capacidade de resolver problemas.
 
Em tempos de inteligência artificial ganhando espaço, esse dado é um alerta poderoso. As empresas já contam com automações para executar tarefas técnicas, mas o que elas não conseguem automatizar é a sua forma de se relacionar com pessoas, lidar com o imprevisível e gerar conexões reais. Isso continua e continuará sendo um diferencial exclusivamente humano.
 
Adaptabilidade, escuta ativa, inteligência emocional, proatividade, empatia, criatividade, comunicação não violenta, liderança… 
 
Tudo isso precisa de treino. De consciência. De intenção.
 
Muitas pessoas estão focadas em se qualificar para o primeiro emprego ou para voltar ao mercado, mas esquecem de olhar para si mesmas. 
 
Esquecem que empresas contratam competências técnicas, mas retêm ou demitem por comportamentos.
 
Por isso, a reflexão que eu trago hoje é: o quanto você está investindo no seu autoconhecimento e no seu desenvolvimento comportamental?
 
As soft skills não são “algo a mais”. Elas são o centro da sua empregabilidade. E podem ser exatamente o que falta para destravar sua próxima oportunidade.
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