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Coluna: Feminicídio no Brasil e o Mês da Mulher
Março não é só o mês das flores e das homenagens. É também o mês em que precisamos gritar mais alto contra a violência que insiste em calar mulheres
05/03/2026 18h34
Por: Mariana Monteiro
Foto: Mariana Monteiro

Março não é só o mês das flores e das homenagens. É também o mês em que precisamos gritar mais alto contra a violência que insiste em calar mulheres. O feminicídio é a face mais brutal de um sistema que naturaliza o controle, a
opressão e, em última instância, a morte de mulheres pelo simples fato de serem mulheres.

Feminicídio: não é caso isolado, é epidemia 

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Quando uma mulher é assassinada por seu companheiro, ex-parceiro ou por alguém que a vê como propriedade, não estamos diante de uma tragédia individual. Estamos diante de uma epidemia social. O feminicídio é a ponta do iceberg de uma cultura que ainda tolera piadas machistas, culpabiliza vítimas e relativiza agressões.

O Dia Internacional da Mulher não pode ser reduzido a rosas entregues em escritórios ou discursos protocolares. Enquanto isso, mulheres continuam sendo mortas dentro de casa, no trabalho, nas ruas. 

Avanços que precisam sair do papel 

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A Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio como crime hediondo foram conquistas históricas. Mas de que adianta uma lei se a medida protetiva demora a ser concedida? De que adianta um cadastro nacional de agressores se ele não é implementado em todo o país? O Brasil precisa transformar letra de lei em prática cotidiana.

Mobilização social: a força que muda 

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Nenhuma mudança virá apenas de cima. É nas ruas, no coletivo, nas universidades, nos sindicatos e nas comunidades que a resistência se fortalece. Cada ato público, cada marcha, cada denúncia é um lembrete de que não aceitaremos mais em silêncio. 

Por isso tudo, mais do que flores, justiça 

Março é o mês da mulher, mas não pode ser só isso. É o mês de reafirmar que
feminicídio não é destino, é resultado de uma cultura que precisa ser desmontada. É hora de exigir respeito, proteção e justiça. Porque nossas vidas não cabem em estatísticas — cabem em futuro.

Mulheres, vamos em frente, ENFRENTEM. 

Mariana Monteiro
Colunista É do Rio
Advogada sócia do Escritório Costa Monteiro Advogados Associados