O vereador Salvino Oliveira (PSD) foi preso nesta quarta-feira (11) durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que investiga lavagem de dinheiro e apoio logístico ao crime organizado.
A prisão do parlamentar gerou movimentação na política do estado. Logo depois da prisão, o governador Cláudio Castro, que pode ser cassado pelo TSE no dia 24 de março, reagiu e afirmou que o vereador seria o “braço direito do CV dentro da Prefeitura do Rio”, dando uma alfinetada em Paes.
A operação que prendeu Salvino investiga lavagem de dinheiro e apoio logístico a uma facção criminosa no Rio. O vereador teria negociado troca de moeda na Gardênia Azul em troca da instalação de quiosques na comunidade.
Em um vídeo divulgado pela polícia, diversas cédulas também foram apreendidas. O parlamentar se defendeu dizendo que as cédulas são falsas e que o dinheiro não foi apreendido em sua residência. Para Salvino, Castro estaria usando o aparato policial para intimidar adversários.
“É lamentável que o governador Cláudio Castro use sua polícia para intimidar adversários em ano eleitoral e ainda publique nas redes sociais vídeo falso, com falsas imagens de dinheiro. Minha assessoria jurídica já está tomando as providências cabíveis”, destacou.
Paes também subiu o tom: “Eu já até perdi a conta de quantos dirigentes do governo do estado foram presos por ligação com o crime organizado. Esse aí é só mais um. Já teve secretário negociando com traficante em presídio federal, já teve secretário entregando operação contra o crime, já teve secretário preso por conexões com bicheiros… e por aí vai!”, escreveu o prefeito.
Paes garantiu ainda: “Se houver qualquer ilegalidade, se a polícia comprovar a ligação do vereador Salvino com qualquer um desses delinquentes, eu vou ser o primeiro a condenar. Mas se ficar comprovado, mais uma vez, o uso da polícia contra adversários políticos, pode ter certeza: vamos até as últimas consequências para punir os responsáveis”, finalizou.