Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Exposição na Câmara do Rio usa sapatos vermelhos para dar rosto às vítimas de feminicídio
Mostra gratuita transforma estatísticas em histórias e denuncia falhas na proteção de mulheres no Brasil
20/03/2026 14h42
Por: Digleison Silva
Foto: Divulgação

A Câmara Municipal do Rio recebe, entre os dias 23 e 27 de março, uma exposição gratuita sobre feminicídio e falhas nas medidas protetivas. Intitulada “Medidas Protetivas e Feminicídios: quando a falha da proteção estatal se transforma em violação de direitos humanos”, a mostra ficará aberta ao público das 10h às 17h, no Saguão José do Patrocínio, na Cinelândia.

Idealizada pela advogada Marcelle Lucas, ativista na causa das mulheres, a exposição tem forte apelo visual e simbólico, utilizando sapatos femininos vermelhos identificados com nomes para representar mulheres vítimas de feminicídio, representando mulheres que não voltaram para casa.

Continua após a publicidade

Cada sapato representa uma vida interrompida, uma história que não pode ser reduzida a um número. É um chamado para que a sociedade enxergue essas mulheres e para que o Estado cumpra, de fato, o seu papel de protegê-las”, afirma Marcelle.

A iniciativa integra uma mobilização em torno do enfrentamento à violência contra a mulher e propõe um olhar crítico sobre a eficácia das medidas protetivas e os desafios enfrentados pelas vítimas no país.

Para o vereador Marcos Dias, a iniciativa reforça a urgência de ações concretas: “Não podemos aceitar que mulheres com medidas protetivas continuem sendo vítimas de feminicídio. Isso é uma falha grave do sistema. Precisamos fortalecer a rede de proteção, garantir o cumprimento das medidas e tratar esse tema com a seriedade que ele exige. Ninguém faz nada sozinho.

Continua após a publicidade

A exposição se conecta diretamente com a Audiência Pública que será realizada no dia 24 de março, às 9h, na Câmara Municipal do Rio, proposta pelo vereador Marcos Dias. O encontro tem como objetivo aprofundar o debate sobre as falhas nas medidas protetivas, reunir autoridades e especialistas e avançar em soluções concretas para proteger mulheres e evitar novos casos de feminicídio.