O estado do Rio enfrenta um momento de forte instabilidade política após a renúncia do governador Cláudio Castro, que atualmente trava uma disputa jurídica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Enquanto a situação não é resolvida, o comando do governo permanece provisório. Quem assumiu o cargo foi o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Ricardo Couto. No entanto, o próprio magistrado já declarou não se sentir preparado para exercer a função.
A crise se intensificou ainda mais com a anulação da eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O deputado estadual Douglas Ruas havia sido eleito, mas a decisão foi suspensa pela Justiça. Ele também é apontado como pré-candidato ao governo estadual.
O caso deve ganhar novos desdobramentos na próxima terça-feira (31), aumentando a expectativa em torno da definição política no estado.
Diante desse cenário, cresce a pressão por eleições diretas para a escolha do novo governador. A proposta ganha força entre setores da sociedade que defendem maior legitimidade no processo.
Caso a decisão seja por eleições indiretas, caberá aos deputados estaduais escolher o novo chefe do Executivo. Já no modelo direto, a população fluminense seria convocada às urnas para decidir.
Em meio à crise, o debate se intensifica: em um momento de incerteza, a escolha deve ficar nas mãos dos políticos ou do povo?