A Zona Oeste do Rio está prestes a mudar de mapa. A Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira (13) o Projeto de Lei Complementar Nº 47/2025, que cria a chamada Zona Sudoeste, uma nova divisão administrativa da cidade.
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O grupo de bairros que passa a integrar a região inclui Anil, Barra da Tijuca, Camorim, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Gardênia Azul, Grumari, Itanhangá, Jacarepaguá, Joá, Praça Seca, Pechincha, Rio das Pedras, Recreio dos Bandeirantes, Tanque, Taquara, Vargem Grande, Vargem Pequena e Vila Valqueire.
No entanto, a mudança deixa de fora bairros importantes como Santa Cruz, Campo Grande e Bangu, gerando discussões sobre quem ganha e quem perde com a redefinição.
O autor do projeto, vereador Dr. Gilberto (Solidariedade), destacou que a Zona Sudoeste pretende melhorar o planejamento urbano, a distribuição de serviços e trazer benefícios sociais e ambientais aos bairros incluídos.
“A ideia é organizar o crescimento da cidade, oferecendo maior qualidade na gestão administrativa e no desenvolvimento das regiões contempladas”, afirmou Dr. Gilberto.
Agora, o projeto segue para o prefeito Eduardo Paes (PSD), que tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta. Se houver veto, o texto retorna à Câmara, podendo ser mantido com maioria absoluta dos vereadores.
Especialistas em urbanismo apontam que a criação da Zona Sudoeste pode acelerar investimentos e obras nos bairros incluídos, mas alerta sobre o risco de desigualdade para as áreas que ficaram de fora.
Moradores de Santa Cruz, Campo Grande e Bangu expressam preocupação com a atenção da prefeitura e o impacto no planejamento local, enquanto bairros da nova zona celebram a perspectiva de mais infraestrutura e serviços.
A decisão da Câmara marca o início de uma mudança histórica na configuração da Zona Oeste, que promete reordenar o mapa da cidade e acender debates sobre desenvolvimento urbano e justiça territorial.
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