A repercussão de vídeos que mostram o intenso fluxo de veículos no entorno da sede da 21Go, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, levou uma comitiva de autoridades municipais ao local nesta quarta-feira (6). As imagens, divulgadas pelo empresário e pastor Marcos Alves, reacenderam um debate já conhecido por moradores da região: o crescimento de atividades econômicas em áreas que nem sempre acompanham, na mesma velocidade, a organização do espaço urbano.
Nas gravações, o responsável pelo empreendimento relata dificuldades enfrentadas por associados e frequentadores, principalmente em relação à organização do trânsito e às abordagens de fiscalização. A situação rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e motivou a articulação de uma agenda com o poder público.
Participaram da visita o prefeito Eduardo Cavalieri, o subprefeito Bruno Escooby, o secretário de Ordem Pública Marcus Belchior, o comandante da Guarda Municipal, inspetor geral Itaharassi Bomfim Junior, além do vereador Marcos Dias, que conduziu os diálogos com a diretoria e associados. “Quando o poder público atua apenas de forma punitiva, ele não resolve a raiz do problema. Aqui há geração de movimento, oportunidade e impacto positivo na região. Nosso papel é construir soluções com diálogo, garantindo organização sem sufocar quem está trabalhando e contribuindo para o desenvolvimento da cidade”, afirmou.
A visita teve como objetivo ouvir os relatos dos envolvidos e buscar alternativas para organizar o fluxo de veículos, conciliando a atuação dos órgãos de fiscalização com o funcionamento da atividade econômica. A situação no entorno da 21Go, no entanto, não surge de forma isolada. Em diferentes pontos de Campo Grande, o aumento da circulação de pessoas e veículos tem exposto limitações antigas da infraestrutura local, especialmente em ruas que não foram planejadas para receber grande volume diário.
Instalada na rua Jorge Sampaio, que antes era marcada por baixo movimento, a sede da empresa passou a atrair grande circulação, alterando a dinâmica do entorno e impulsionando a movimentação econômica. Ao mesmo tempo, o novo cenário evidenciou a necessidade de ajustes no ordenamento urbano, tema que frequentemente volta à pauta sempre que o crescimento do bairro pressiona sua estrutura.
Ao fim da reunião, ficou definido que o diálogo entre a empresa e o poder público será mantido para a construção de medidas que atendam às demandas apresentadas. A expectativa é que soluções para organização do entorno sejam implementadas de forma gradual, em busca de um equilíbrio entre mobilidade, fiscalização e desenvolvimento, um desafio que, no caso de Campo Grande, está longe de ser pontual.
Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Eduardo Cavaliere (@eduardo.cavaliere)
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