O mês de maio é marcado pela campanha Maio Laranja, um movimento de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Esse é um tema sério e que precisa da atenção de toda a sociedade.
Nos últimos anos, os dados mostram um aumento nos casos de violência contra crianças e adolescentes. Muitas dessas situações acontecem dentro de casa ou com pessoas próximas, o que torna ainda mais importante falar sobre o assunto, orientar e estar atento aos sinais.
É importante destacar que crianças e adolescentes com deficiência estão em situação ainda maior de vulnerabilidade. Barreiras de comunicação, dependência de cuidados de terceiros e dificuldades de compreensão podem dificultar a identificação e a denúncia de situações de violência. Por isso, é essencial garantir informação acessível, escuta qualificada e estratégias de proteção adequadas a cada realidade.
Não temos outro caminho que não seja a informação; ela é uma das principais formas de proteção. Quando crianças e adolescentes aprendem sobre seus direitos, sobre o próprio corpo e sobre como pedir ajuda, eles ficam mais seguros. Da mesma forma, famílias e profissionais precisam estar preparados para identificar sinais de violência. Esse trabalho de prevenção e proteção é realizado por diversas instituições e profissionais comprometidos.
Sabemos que muitos equipamentos estão abandonados e que falta equipe técnica; por esse motivo, chamo atenção para os mesmos, pois sua existência e manutenção são importantes para a garantia dos direitos das crianças e adolescentes. Os Conselhos Tutelares, escolas, profissionais da educação, serviços de saúde (postos, hospitais e equipes multiprofissionais), assistência social (CRAS, CREAS e outros serviços), organizações da sociedade civil, órgãos públicos e políticas governamentais voltadas à infância e adolescência atuam e salvam vidas diariamente, trabalhando diretamente na prevenção e no pós-violência.
Essa rede requer apoio e suporte para continuar. Todos atuam de forma integrada para garantir direitos, acolher vítimas e interromper situações de violência.
Se houver suspeita ou confirmação de violência, é fundamental denunciar. Existem canais seguros e gratuitos para isso: Disque 100 (Direitos Humanos), que funciona todos os dias, 24 horas; Conselho Tutelar da sua região; e, em casos de emergência, ligar para o 190 (Polícia Militar). Denunciar é um ato de cuidado e proteção. Não é preciso ter certeza; a suspeita já é suficiente para buscar ajuda. Neste Maio Laranja, reforçamos: o silêncio protege o agressor, mas a denúncia protege a criança