Rio de Janeiro POLÍCIA
Justiça concede habeas corpus e manda soltar MC Poze do Rodo após prisão em operação da PF
Justiça Federal concede habeas corpus e determina soltura de MC Poze do Rodo, preso na Operação Narco Fluxo, que investiga lavagem de dinheiro e bets ilegais
13/05/2026 19h11
Por: Digleison Silva
Foto: Divulgação

A Justiça Federal concedeu habeas corpus e determinou a soltura do cantor MC Poze do Rodo nesta quarta-feira (13). O artista estava preso preventivamente no âmbito da Operação Narco Fluxo, que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.

A decisão foi assinada pela juíza Sylvia Marlene de Castro Figueiredo, que revogou a prisão preventiva do funkeiro, mas determinou o cumprimento de medidas cautelares.

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Entre as exigências impostas pela Justiça estão o comparecimento a todos os atos do processo, apresentação mensal em juízo e comunicação imediata em caso de mudança de endereço.

O cantor também não poderá deixar a cidade onde reside por mais de cinco dias sem autorização judicial, além de estar proibido de sair do país sem autorização da Justiça. A magistrada determinou ainda a entrega do passaporte, caso ele possua o documento.

MC Poze do Rodo estava detido no Presídio Joaquim Ferreira, unidade anexa à Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

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Após a decisão, o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves afirmou que a defesa aguardava a liberação do artista. “Nosso pedido de extensão foi aceito. Esperamos em breve poder retirar nosso cliente, Marlon Brandon, deste aprisionamento desnecessário e ilegal”, declarou.

Entenda o caso

No dia 23 de abril, o Superior Tribunal de Justiça já havia determinado a soltura de MC Poze do Rodo. Porém, uma nova decisão da Justiça Federal de Santos, atendendo a pedido da Polícia Federal, manteve o cantor preso preventivamente.

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O habeas corpus concedido anteriormente pelo ministro Messod Azulay Neto beneficiava inicialmente o cantor MC Ryan SP, mas também se estendia aos demais investigados da operação.

Além de Poze, também foram citados na investigação Raphael Sousa Oliveira e outros alvos apontados pela Polícia Federal.

Segundo as investigações, a organização criminosa movimentou mais de R$ 1,6 bilhão em operações consideradas ilegais.