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Álbum da Copa 2026: Por que garrafas de Coca-Cola estão “peladas” e virando alvo de furtos nos mercados?

Álbum da Copa 2026: Por que garrafas de Coca-Cola estão “peladas” e virando alvo de furtos nos mercados?

Digleison Silva
Por: Digleison Silva
16/05/2026 às 15h21
Álbum da Copa 2026: Por que garrafas de Coca-Cola estão “peladas” e virando alvo de furtos nos mercados?
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A febre do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 mal começou e já está provocando cenas bizarras nos supermercados brasileiros. Quem anda pelos corredores de bebidas tem se deparado com um cenário curioso: dezenas de garrafas de Coca-Cola completamente sem rótulo nas prateleiras e geladeiras.

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O motivo por trás desse "desaparecimento" de embalagens não é uma falha de fabricação, mas sim uma onda de pequenos furtos e vandalismo motivada pela obsessão em completar o álbum do Mundial.

O motivo da obsessão: as 14 figurinhas exclusivas

A parceria tradicional entre a Coca-Cola e a Panini para a Copa do Mundo trouxe uma dinâmica que mexeu com os brios dos colecionadores mais ansiosos. No verso dos rótulos de garrafas selecionadas (como as de 600 ml e 2,5 litros), vêm impressas 14 figurinhas exclusivas que não podem ser encontradas nos pacotinhos comuns vendidos nas bancas.

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Entre os cromos raros que completam uma seção especial do livro ilustrado estão craques internacionais como Lamine Yamal, Harry Kane e o zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães.

Para não gastar comprando o refrigerante, algumas pessoas estão optando por arrancar os rótulos diretamente nas gôndolas, deixando o produto violado para trás.

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Prejuízo e "blindagem": a reação dos supermercados

O que parece uma "travessura" de colecionador tem gerado dor de cabeça e prejuízo real para o varejo. Por lei, estabelecimentos comerciais não podem vender produtos sem rótulo, pois a embalagem contém informações nutricionais, de validade e lote essenciais para o consumidor.

Como resultado, os mercados são obrigados a descartar as bebidas vandalizadas. Para conter a onda de prejuízos, gerentes de grandes redes e mercadinhos de bairro começaram a adotar táticas de guerra:

  • Uso de plástico filme: Envolver fardos inteiros ou garrafas individuais com camadas espessas de plástico para impedir o acesso rápido ao rótulo.

  • Fita adesiva reforçada: Colagem extra nas pontas do papel para evitar que ele seja puxado com facilidade.

  • Mudança de local: Retirada dos produtos promocionais das áreas de livre acesso, movendo-os para trás dos balcões ou perto dos caixas vigiados.

Em alguns casos extremos, pequenos comerciantes decidiram simplesmente suspender o estoque desses lotes específicos até que a febre diminua.

O que diz a Coca-Cola?

Em posicionamento oficial, a Coca-Cola lamentou o comportamento de parte do público e reforçou que a retirada dos rótulos sem a devida compra do produto viola as regras da campanha e configura vandalismo. A marca reiterou que apoia as medidas de segurança e fiscalização adotadas por cada ponto de venda para proteger as mercadorias.

Enquanto a Copa não chega, o comércio tenta se equilibrar entre o sucesso de vendas que a promoção traz e o custo de lidar com a criatividade — às vezes ilegal — dos torcedores.

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