Cem novos ônibus foram integrados à frota do transporte público convencional do Rio neste domingo (24). Os veículos, que circulam com a nova identidade visual do "Sistema RIO", foram destinados à Zona Oeste da cidade, com foco em regiões como Santa Cruz, Bangu e Realengo.
De acordo com o cronograma de entrega do município, a incorporação faz com que oito linhas passem a operar exclusivamente com frota zero quilômetro. A mudança ocorre no momento em que a frota de ônibus convencional passa por um processo de transição após alterações nas regras de concessão.
As novas unidades foram distribuídas entre linhas de diferentes consórcios (identificados pelas cores). Os passageiros já podem observar a substituição nos seguintes itinerários:
Cor Roxa (Consórcio Santa Cruz):
Linha 759: Cesarão × Metrô Coelho Neto
Linha SP759: Cesarão × Terminal Deodoro
Linha 753: Santa Cruz × Metrô Coelho Neto
Cor Marrom (Consórcio Internorte):
Linha 383: Realengo × Praça da República
Linha SV391: Padre Miguel × Praça da República
Linha 764: Catiri × Terminal Deodoro
Linha 746: Jabour × Cascadura
Linha 790: Campo Grande × Cascadura
A entrega atual soma-se a outras renovações recentes estipuladas em cronograma. Em dezembro de 2025, 100 veículos haviam sido direcionados para bairros como Sepetiba e Cosmos. Já em abril deste ano, outras 112 unidades foram destinadas a Jacarepaguá, Ilha do Governador e Barra da Tijuca.
A substituição gradativa dos ônibus na cidade não é uma ação isolada, mas sim o resultado de obrigações legais impostas aos consórcios operadores. As renovações atendem aos acordos judiciais firmados entre a Prefeitura e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Acordo de 2022: Estabeleceu a reestruturação do sistema com o pagamento de subsídio por quilômetro rodado e a exigência de tecnologia para monitoramento. Desde então, as empresas de ônibus estão sujeitas a penalidades caso não cumpram as metas.
Acordo de 2025: Firmado no fim de abril deste ano, o novo acordo antecipou a licitação do sistema de transporte (que estava prevista apenas para 2028).
Atualmente, as viações são avaliadas pelo Índice de Qualidade do Transporte (IQT), que mede critérios como presença de ar-condicionado, cumprimento de horários e idade da frota. As empresas que registrarem um IQT inferior a 0,8 correm o risco de perder o direito de exclusividade sobre as linhas que operam.
Em paralelo à chegada dos novos veículos, a licitação do transporte por ônibus segue em andamento. O edital de consulta pública da segunda etapa foi lançado em abril, abrangendo a operação nas regiões de Bangu, Santa Cruz, Vila Isabel e Ilha do Governador.
A previsão é que essa segunda fase entre em vigor em dezembro deste ano, com metas de aumento no número de veículos rodando nas ruas. Pelas novas regras contratuais, a remuneração das empresas passará a ser por quilômetro rodado, atrelada à avaliação de desempenho, em contratos com duração de até 10 anos.