Quando pensamos em profissões que mudam o mundo, é comum virem à mente a medicina e a tecnologia, ainda mais com a inteligência artificial sendo o centro das atenções no momento. Mas existem diversos profissionais que trabalham com a engrenagem mais complexa do nosso planeta, que são as pessoas e suas histórias. Estamos falando dos profissionais das Ciências Humanas e, de forma muito especial, dos assistentes sociais.
Em 2026, o Serviço Social celebra um marco histórico: 90 anos de existência no Brasil. Falando do ponto de vista profissional de uma assistente social que sou, considero meus desafios pessoais e profissionais, mas, sem tal formação, não aconteceriam minhas conquistas e intervenções de acesso aos direitos na vida das pessoas. Abordo aqui não só para profissionais, mas para que todas as pessoas reflitam sobre uma trajetória que não se resume a papéis ou burocracia, mas sim a estender a mão para quem mais precisa e lutar por justiça social.
As Ciências Humanas servem como os olhos e o coração da sociedade. Elas não olham para os indivíduos apenas como números em uma planilha, mas buscam entender de onde as pessoas vêm, suas dificuldades diárias e como a desigualdade afeta sua dignidade.
Dentro desse cenário, o assistente social funciona como uma ponte essencial. Ele não oferece "caridade", ele garante direitos. Ele mostra para o cidadão que ele tem voz, que ele importa.
Seja nos hospitais acolhendo famílias em momentos de dor, nas escolas garantindo o futuro das crianças ou nas comunidades orientando quem mais precisa, o Serviço Social transforma vidas porque devolve às pessoas a sua autonomia e a sua dignidade.
Celebrar esses 90 anos é reconhecer o trabalho de quem escolheu olhar para a dor do outro e fazer disso a sua missão. Em um mundo que muitas vezes corre rápido demais e ignora os mais vulneráveis, esses profissionais nos lembram, todos os dias, de uma verdade simples: a nossa humanidade depende de como cuidamos uns dos outros.
E, claro, não precisam ser somente assistentes sociais, mas que sejamos todos a diferença na construção de um mundo melhor.