Rio de Janeiro TRANSPORTE
SuperVia deixa operação ferroviária do Rio nesta sexta (29); Trens RJ assume o sistema
O fim de uma era no Rio! SuperVia encerra operações nesta sexta (29) e trens passam para nova concessionária no sábado. Veja o que muda
29/05/2026 04h30 Atualizada há 1 mês
Por: Digleison Silva

O sistema ferroviário do Rio de se prepara para viver um marco histórico. Após quase 30 anos à frente do transporte sobre trilhos do estado, a concessionária SuperVia encerra oficialmente as suas atividades nesta sexta-feira (29 de maio). A partir deste sábado (30), a malha que conecta a capital a diversos municípios da Baixada Fluminense e bairros da Zona Oeste passará a ser gerida pela Trens RJ, operada por meio do consórcio Nova Via Mobilidade.

A mudança no controle das linhas encerra um ciclo de 27 anos e meio marcado por profundos contrastes. Durante décadas, a SuperVia acumulou queixas crônicas e protestos de passageiros devido a atrasos frequentes, panes operacionais, falta de refrigeração, superlotação nas plataformas e problemas graves de segurança pública nos trilhos, culminando em um processo de recuperação judicial. Por outro lado, o sistema também se consolidou como a principal artéria de deslocamento rápido em massa para o Centro do Rio, gerando uma forte conexão cultural com os trabalhadores e moradores dos subúrbios cariocas.

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Transição com o Governo do Estado e críticas de especialistas

O novo contrato de concessão temporária terá validade estipulada para os próximos cinco anos, período no qual o sistema de transportes continuará sob a fiscalização e controle direto do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Apesar da expectativa de mudança, a largada do novo modelo de operação ocorre sob um clima de incertezas nos bastidores técnicos. Conforme informações apuradas e divulgadas pela rádio BandNews FM, especialistas em engenharia de transportes e representantes do setor de mobilidade vêm apontando lacunas no plano operacional básico apresentado pela nova concessionária.

Entre as principais críticas estão a aparente falta de detalhamento público sobre os novos protocolos integrados de segurança nas estações e a ausência de planos de contingência robustos para episódios de emergência técnica na malha ferroviária.

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O que o passageiro espera da nova gestão?

Para a população que utiliza os ramais de Santa Cruz, Japeri, Belford Roxo, Saracuruna e Deodoro, a expectativa imediata vai além da troca de marcas nos uniformes e bilheterias. Os usuários cobram da Trens RJ investimentos urgentes capazes de estabilizar os horários das viagens, reduzir o índice de falhas nos ramais periféricos e reestruturar a infraestrutura básica das plataformas.

O portal É do Rio acompanhará de perto a movimentação nas principais estações da Região Metropolitana ao longo deste sábado para registrar os impactos do primeiro dia da nova operação no cotidiano dos passageiros fluminenses.

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