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Trem-bala Rio–São Paulo volta ao debate com promessa de viagem em 1h45

Projeto redesenhado reduz paradas, prevê quatro estações e pode ligar as duas capitais em pouco mais de uma hora, com início previsto para 2032.

Digleison Silva
Por: Digleison Silva
17/12/2025 às 17h46
Trem-bala Rio–São Paulo volta ao debate com promessa de viagem em 1h45
Foto: Criação

O projeto do trem-bala que pretende ligar o Rio de Janeiro a São Paulo voltou a ganhar força, agora com uma proposta mais direta e focada em velocidade. A nova modelagem apresentada pela TAV Brasil reduz o número de paradas e aposta em um trajeto mais eficiente para encurtar a distância entre as duas maiores cidades do país.

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Pelo desenho atual, a linha contará com apenas quatro estações: Rio de Janeiro, São Paulo, Volta Redonda e São José dos Campos. A mudança corta pela metade as paradas inicialmente previstas e tem como objetivo principal diminuir o tempo de viagem, tornando o trem uma alternativa real à ponte aérea.

A promessa é ousada. O percurso entre as capitais poderá ser feito em apenas 1h45, tempo semelhante ao de um voo comercial considerando embarque e desembarque. O valor estimado da passagem gira em torno de R$ 500. Caso o cronograma seja mantido, a operação deve começar em 2032.

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Além do impacto na mobilidade, o projeto carrega números expressivos na economia. O investimento previsto é de R$ 60 bilhões, voltado à construção da infraestrutura e à aquisição dos trens de alta velocidade. As projeções indicam um acréscimo de R$ 168 bilhões ao PIB brasileiro até 2055, além da geração de cerca de 130 mil empregos diretos e indiretos.

Para tirar o plano do papel, a TAV Brasil negocia com investidores internacionais, incluindo grupos da China, da Espanha e fundos árabes. A articulação reforça o interesse externo em grandes projetos de infraestrutura no Brasil.

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Ao enxugar o traçado, o trem-bala mantém cidades estratégicas no percurso e amplia seu potencial como vetor de desenvolvimento regional. Volta Redonda e São José dos Campos seguem como pontos-chave de conexão, reforçando o papel do projeto não apenas como ligação entre capitais, mas como motor econômico ao longo do eixo Rio–São Paulo.

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