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Antes de liderar, a gente ainda precisa provar que pode | por Izabela Silva

Enquanto muitos homens são promovidos com base no potencial, as mulheres só sobem quando já entregaram tudo e mais um pouco

Izabela Silva
Por: Izabela Silva
14/02/2026 às 22h42 Atualizada em 14/02/2026 às 22h48
Antes de liderar, a gente ainda precisa provar que pode | por Izabela Silva
Quando falamos sobre liderança feminina, não dá pra começar por outro ponto: a necessidade constante de provar.

Quando falamos sobre liderança feminina, não dá pra começar por outro ponto: a necessidade constante de provar.

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Provar que merecemos o cargo.

Provar que chegamos ali por competência.

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Provar que não é sorte, não é aparência, não é exceção.

Enquanto muitos homens são promovidos com base no potencial, as mulheres só sobem quando já entregaram tudo e mais um pouco.

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E não é uma impressão. 

Os números estão aí pra mostrar.

Em 2025, uma análise da LHH mostrou que menos da metade dos líderes no Brasil demonstram as competências esperadas pelas próprias empresas. 

E ainda assim, seguimos vendo o discurso do “ela não está pronta” quando se trata de uma mulher liderando.

No mesmo ano, somente 34% dos cargos executivos no Brasil eram ocupados por mulheres. 

E quanto mais alto o cargo, menor essa presença.

Vice-presidências, por exemplo, tiveram queda na ocupação feminina desde 2022. 

O tal “funil da liderança” ainda aperta e aperta mais para umas do que para outras.

E se o recorte for racial, o abismo aumenta. 

Cerca de 89% das mulheres em cargos de alta liderança são brancas, o que revela que diversidade, na prática, ainda é um discurso que não chegou ao topo das decisões.

Enquanto isso, do lado de cá, seguimos enfrentando dúvidas veladas, perguntas enviesadas e expectativas desiguais.

Mas também seguimos firmes, abrindo caminho. 

Porque apesar de tudo isso, há avanço.

Cada vez mais empresas reconhecem o valor de uma liderança que escuta, que cuida, que tem visão estratégica sem perder a sensibilidade. 

E nesse movimento, mulheres têm se destacado por trazer uma forma diferente de liderar mais humana, mais flexível e, principalmente, mais real.

Liderança feminina não é uma pauta paralela.

É um ponto central quando falamos de cultura, resultado e futuro.

E pra que mais mulheres liderem, é preciso parar de exigir que elas se provem o tempo todo. 

Porque a maioria já está pronta faz tempo.

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