O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos de burnout, ficando atrás apenas do Japão. Dados da International Stress Management Association (ISMA-BR) e da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) indicam que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome, índice superior ao registrado em países como Estados Unidos e Alemanha.
O cenário acende um alerta sobre o impacto do estresse crônico, da sobrecarga e da pressão constante no ambiente de trabalho.
Desde janeiro de 2025, o Brasil adotou a Classificação Internacional de Doenças – CID-11, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nela, o burnout aparece sob o código QD85, reconhecido como uma condição relacionada ao trabalho.
A mudança consolida o burnout como uma questão de saúde pública, afastando a ideia de que se trata apenas de cansaço ou fragilidade emocional.
O cansaço mental é temporário e costuma melhorar com descanso.
O burnout, por outro lado, é um esgotamento profissional crônico, que não desaparece com pausas ou férias e afeta diretamente a energia, a motivação e as emoções.
Segundo a OMS, o burnout é caracterizado por:
Com índices elevados e reconhecimento oficial pela OMS, o burnout passou a ser tratado como um problema que afeta não apenas o indivíduo, mas também a produtividade, a qualidade de vida e os afastamentos por motivos de saúde no país.
“Se o cansaço não passa, esse é um sinal de que sua mente está pedindo ajuda Buscar apoio psicoterapeutico é um gesto de cuidado — e de amor por você.”