
Um adolescente de 14 anos, identificado como Bryan Bezerra Chaves, morreu após cair de um ônibus em movimento no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso, que mobilizou investigação policial e comoção nas redes sociais, agora está sendo apurado pelas autoridades.
O acidente ocorreu no dia 22 de fevereiro na Rua Manaí, quando Bryan estava dentro de um ônibus da linha SV866 (Campo Grande x Pingo D’água), operado pela Auto Viação Jabour, registrada como concessionária municipal de transporte coletivo no Rio de Janeiro.
De acordo com testemunhas e registros videográficos, a porta traseira do coletivo abriu durante uma curva e o adolescente foi arremessado para fora do veículo. Ele bateu a cabeça ao cair na pista e sofreu traumatismo craniano grave, sendo socorrido por equipes de emergência e levado ao Hospital Municipal Rocha Faria, onde permaneceu internado em estado grave e em coma por vários dias.

Na manhã de 1º de março, após uma semana de internação, a condição do adolescente evoluiu para morte cerebral, e a família confirmou o falecimento. Os parentes decidiram pela doação de órgãos de Bryan, em um gesto que poderá salvar outras vidas.
O caso está sob investigação da 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande), que tenta determinar se houve falha mecânica no ônibus, erro humano ou outro fator que tenha permitido que a porta do veículo se abrisse em plena movimentação.
O sindicato que representa as empresas de ônibus do município, o Rio Ônibus, divulgou nota lamentando o ocorrido e informou que o caso está sendo acompanhado pelo departamento jurídico da categoria, enquanto aguarda os resultados da perícia.
O episódio reacende debates sobre segurança no transporte público no Rio de Janeiro, onde incidentes envolvendo quedas, portas que não travam corretamente e falta de fiscalização já foram relatados por passageiros ao longo dos anos. Embora não existam estatísticas oficiais consolidadas nos últimos meses, moradores e usuários frequentemente reclamam de veículos com problemas mecânicos em circulação, especialmente em linhas da Zona Oeste. Especialistas em trânsito e segurança veicular defendem a necessidade de inspeções regulares mais rigorosas e fiscalização por parte de órgãos públicos para evitar tragédias como esta.