
Estamos ainda no mês de março, passando rápido, agora sim dizem “que começa o ano” aproveitando ainda este mês que é conhecido como o mês das mulheres.
Mais do que uma data no calendário, esse período nos convida a refletir sobre o nosso lugar na sociedade, nossas conquistas e, principalmente, os desafios que ainda enfrentamos todos os dias.
No trabalho, em casa, na rua, no transporte, no relacionamento e onde desejamos estar, porque podemos sim está aonde queremos, com respeito e dignidade. Infelizmente não é assim.
Ser mulher, em muitos contextos, ainda significa precisar reafirmar constantemente algo básico o direito sobre o próprio corpo, sobre suas escolhas e sobre sua própria vida. Ainda vivemos em uma sociedade onde muitos homens acreditam ter algum tipo de controle ou poder sobre as mulheres seja nas relações, nos espaços públicos ou até nas decisões mais íntimas.
Mas é importante dizer: nossos corpos não são propriedade de ninguém. Nossa voz não deve ser silenciada. E nosso lugar é onde quisermos estar. Nossa luta não acontece só em grandes movimentos. Ela está presente no cotidiano, quando exigimos respeito, quando ocupamos espaços que antes nos foram negados, quando apoiamos outras mulheres, quando dizemos “NÃO” e somos firmes nas nossas decisões.
Eu como mulher e assistente social, é possível perceber de perto o quanto essa luta ainda é necessária. Muitas mulheres seguem enfrentando violências, desigualdades e julgamentos. Por isso, falar sobre isso é essencial, para conscientizar, fortalecer e transformar.
Precisamos refletir como estamos criando nossos filhos, como estamos lidando com tudo que está acontecendo, como falamos disso, como abordamos o tema, como buscamos ajuda, orientações. Pare e pense sobre isso, converse, explique, sei que dói os noticiários e estatísticas mostram dados alarmantes sobre violência contra mulher a cada minuto. Março, então, não é apenas um mês de homenagens. É um lembrete de resistência, de coragem e de união.
É um chamado para que toda a sociedade repense atitudes, desconstrua ideias e contribua para um mundo onde mulheres sejam, de fato, livres e respeitadas.
Seguimos lutando. Todos os dias. Que o mês das mulheres sejam de Janeiro a Janeiro.