
A contagem regressiva para o fim do dinheiro físico nos ônibus municipais do Rio de Janeiro está acelerada, e a Prefeitura anunciou um reforço importante para facilitar a adaptação dos passageiros. A partir de agora, o cartão de passagens Jaé passará a ser vendido e recarregado em bancas de jornal espalhadas por toda a cidade.
A medida foi confirmada pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) e anunciada durante audiência pública na Câmara Municipal nesta terça-feira (19). Segundo o secretário Jorge Arraes, mais de 700 bancas já aderiram ao acordo, somando forças a uma rede que já conta com bilheterias, máquinas de autoatendimento e estabelecimentos credenciados, totalizando mais de dois mil pontos de atendimento em toda a capital.
A iniciativa visa preparar a cidade para o dia 30 de maio, quando os ônibus municipais deixarão de aceitar o pagamento da tarifa em espécie. O secretário ressaltou que a transição é segura, uma vez que apenas 8% das passagens já são pagas com dinheiro atualmente.
A Prefeitura recomenda o uso do chamado "cartão preto", que é vinculado ao CPF do usuário. A grande vantagem, segundo a administração municipal, é a segurança: em caso de perda ou furto, o saldo do usuário fica protegido na conta digital e pode ser recuperado.
Já o cartão verde continuará sendo vendido, inclusive nas bancas, mas o município reforça um alerta importante: após o dia 30 de maio, ele não permitirá a integração tarifária do Bilhete Único Carioca. A restrição foi implementada para combater fraudes e esquemas de lavagem de dinheiro no sistema.
A medida não altera as regras para idosos e beneficiários de gratuidades. Idosos podem continuar utilizando o cartão de gratuidade ou embarcando com a apresentação do documento de identidade, conforme garante a legislação vigente.
Durante a audiência na Câmara, vereadores cobraram a instalação de mais pontos de recarga em regiões periféricas e áreas afastadas das estações de BRT e VLT. A Prefeitura informou que propostas para incluir lotéricas, farmácias, clínicas da família e agências dos Correios como novos pontos de venda estão sob análise técnica.