
A costa do Rio voltou a registrar atividade sísmica. Um novo tremor de terra, desta vez de magnitude 3.1, atingiu o litoral fluminense na manhã desta sexta-feira (22). O epicentro ocorreu no mar, a cerca de 100 quilômetros do município de Maricá, por volta das 6h50.
O fato que mais chama a atenção é a proximidade dos eventos: este é o segundo abalo sísmico registrado exatamente na mesma região em um intervalo de menos de 48 horas. O tremor anterior, de magnitude 3.3, havia ocorrido por volta das 5h da madrugada de quinta-feira (21).
Apesar da repetição do fenômeno, a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), responsável por captar as ondas do sismo, informou que até o momento não há relatos de que a população continental tenha sentido a terra tremer.
Os tremores foram identificados por estações de monitoramento espalhadas pelo país e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) e conta com o suporte do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
Para o Dr. Gilberto Leite, sismólogo do Observatório Nacional, episódios como esses são relativamente comuns na costa Sudeste.
“O Brasil registra pequenos tremores de terra com certa frequência, especialmente devido às tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre. Na maioria dos casos, esses abalos têm baixa magnitude e não chegam a ser sentidos pela população”, detalha o pesquisador.
Gilberto alerta, no entanto, que a ciência não consegue prever o comportamento da atividade sísmica na região, sendo impossível afirmar se um novo tremor ocorrerá, quando e qual seria a sua intensidade.
Apesar disso, o cenário não é motivo para pânico. Em entrevista à CNN Brasil, o sismólogo Bruno Collaço tranquilizou os moradores do litoral fluminense, afirmando que "tremores como esse têm pouca chance de causar problemas sérios".