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Julgamento de Henry Borel: Monique passa mal durante depoimento de perito e só retorna no sábado

No quinto dia de julgamento, perito-legista do MPRJ afirma que Henry Borel teve morte lenta e agônica. Monique Medeiros passa mal e deixa plenário

Redação
Por: Redação
30/05/2026 às 01h41
Julgamento de Henry Borel: Monique passa mal durante depoimento de perito e só retorna no sábado
Foto: Reginaldo Pimenta / Agência O Dia

O quinto dia de julgamento do caso Henry Borel, realizado nesta sexta-feira (29) no II Tribunal do Júri da Capital, foi marcado por momentos de forte tensão e pela interrupção do depoimento de uma das principais testemunhas técnicas. A ré Monique Medeiros precisou ser retirada às pressas do plenário após passar mal ao ver as imagens do corpo do filho projetadas no tribunal. Ela recebeu atendimento médico e só deve retornar às sessões neste sábado (30).

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O episódio ocorreu no momento em que o perito-legista Luís Carlos Leal Prestes, representante do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e responsável por assinar o laudo técnico em 3D do caso, detalhava a natureza e a gravidade dos ferimentos sofridos pela criança de quatro anos.

Uma equipe médica do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) entrou no recinto por volta das 10h20 para socorrer a ex-professora da rede municipal. Monique foi levada para uma sala reservada dentro do próprio prédio do Poder Judiciário, onde foi estabilizada. Diante do quadro de saúde, a defesa informou que ela não retornaria para acompanhar o restante das atividades da sexta-feira.

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Perito afasta tese de lesões por massagem cardíaca

Apesar da retirada de Monique Medeiros, o depoimento do perito-legista prosseguiu no plenário. Luís Carlos Leal Prestes contestou de forma enfática as teses que sugeriam que parte dos ferimentos internos de Henry pudesse ter sido causada pelas manobras de ressuscitação cardiorrespiratória realizadas no hospital.

Segundo os dados apresentados pelo especialista, das 23 lesões identificadas no corpo do menino, apenas seis poderiam, teoricamente, ter relação com tentativas de reanimação médica. A laceração hepática (corte no fígado), apontada como a causa principal do óbito, foi totalmente descartada dessa categoria.

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"A massagem cardíaca bem feita não provoca lesões no fígado. É feita em uma área completamente diferente. Houve a hemorragia interna, a laceração hepática, que produziu a morte e, portanto, a necessidade da massagem cardíaca. Não poderia haver hemorragia interna se não houvesse circulação. Não se tem hemorragia com o sangue preenchendo a cavidade abdominal com a pessoa morta. Essa laceração hepática foi produzida em vida e não está relacionada à massagem cardíaca", detalhou o perito aos jurados.

Relato aponta sofrimento prolongado da vítima

Durante a exposição técnica dos laudos necroscópicos, o médico legista afirmou ao conselho de sentença que o processo que levou à morte de Henry Borel não foi instantâneo. O depoimento detalhou o sofrimento físico sofrido pela criança antes de perder os sentidos.

"Esta criança sentiu muita dor, sofreu muito. Além dessas lesões, essa morte foi lenta, agônica, progressiva… O sangramento que produziu a morte foi lento. Essa criança, com a multiplicidade de lesões, deve ter chorado e reclamado muito até desfalecer. Com a hemorragia interna, a criança perde a consciência até desfalecer e entrar em óbito. Essa criança sofreu por um bom tempo até sucumbir", asseverou Prestes.

A análise pericial e o cruzamento de dados dos laudos médicos são considerados peças fundamentais pela acusação para determinar a dinâmica dos fatos ocorridos no apartamento na Barra da Tijuca. O julgamento entra na fase decisiva neste fim de semana com a previsão de novos depoimentos e debates entre a acusação e as bancadas de defesa dos réus.

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