
Pelo menos 10 lojas encerraram as atividades nos últimos meses na Rua Dom Pedro I, uma das vias mais movimentadas de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. O cenário tem chamado a atenção de moradores e comerciantes, que relatam preocupação com o enfraquecimento do comércio na região.
Localizada próxima ao BRT Santa Cruz e à Estação de trem, a rua sempre foi considerada estratégica, com grande circulação de pessoas ao longo do dia. A área também concentra estabelecimentos como o Prezunic Supermercados e a unidade recém-inaugurada da Pipocas Maná.
Com o fechamento das lojas, vitrines vazias e placas de “aluga-se” passaram a fazer parte da paisagem. Segundo relatos de comerciantes, o momento é de incerteza para quem ainda mantém as portas abertas.
Entre os fatores apontados por lojistas estão a alta carga tributária e a redução no poder de compra da população. De acordo com comerciantes, o aumento dos custos, aluguel e a diminuição nas vendas têm dificultado a manutenção dos negócios.
A situação afeta principalmente pequenos empreendedores, que dependem do fluxo diário para manter o caixa equilibrado.
Outro ponto citado por comerciantes é a pressão de grupos paramilitares na região. Relatos indicam a cobrança de taxas ilegais, o que pode comprometer ainda mais o funcionamento das lojas.
Embora nem todos os casos sejam formalizados, a situação levanta preocupações sobre o ambiente de negócios e a segurança para empreender.
A presença de vendedores ambulantes, nem sempre regularizados, também é apontada como fator de impacto. Comerciantes afirmam que a concorrência considerada desigual afeta diretamente o faturamento.
Apesar das dificuldades, a região vem recebendo investimentos públicos. Está em construção um novo terminal do BRT na Rua Álvaro Alberto, com aporte milionário, que deve ampliar o fluxo de pessoas na região.
A expectativa é de que a nova estrutura impulsione o comércio, mas, no momento, o fechamento das lojas mostra um cenário oposto.
O encerramento de cerca de 10 lojas impacta diretamente a economia local. Cada estabelecimento fechado representa menos empregos e redução na circulação de renda.
Moradores e trabalhadores da região temem que o movimento se amplie, agravando o cenário de desemprego.
A situação levanta questionamentos que ainda precisam de resposta, como a existência de denúncias formais sobre cobranças ilegais, o número exato de lojas fechadas e a atuação da fiscalização.
Enquanto isso, comerciantes seguem tentando manter seus negócios em funcionamento diante de um cenário considerado desafiador.