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Jovens negros são as principais vítimas de mortes

Levantamento revela desigualdades por raça, gênero e deficiência, e aponta necessidade de políticas públicas que garantam proteção à juventude

Redação
Por: Redação
25/08/2025 às 19h16
Jovens negros são as principais vítimas de mortes

Um estudo divulgado nesta segunda-feira (25) pela Fiocruz mostra que os jovens negros são os mais atingidos pela violência no Brasil, respondendo por 73% dos óbitos por causas externas durante a juventude. Os dados, obtidos do SUS e do IBGE em 2022 e 2023, indicam que 61.346 jovens perderam a vida devido a agressões e acidentes.

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Segundo a pesquisa, as mortes violentas atingem mais os homens, cuja taxa de mortalidade é oito vezes maior do que a das mulheres. Homens entre 20 e 24 anos são os mais vulneráveis, com 390 óbitos para cada 100 mil habitantes.

Por outro lado, as maiores vítimas das violências notificadas pelo SUS são as mulheres, especialmente entre 15 e 19 anos. Agressões motivadas por sexismo correspondem a 23,7% dos casos. Além disso, as mulheres sofrem maior violência dentro de casa, enquanto os homens correm mais riscos nas ruas. Entre as causas de óbito, destacam-se armas de fogo, objetos cortantes e sufocamento.

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O levantamento também revelou que os jovens com deficiência representam 20,5% das notificações de violência, sendo mais afetados os casos relacionados à saúde mental e deficiência intelectual.

A pesquisa aponta ainda que os negros (pretos e pardos) constituem mais da metade das vítimas jovens notificadas (54,1%). O risco de morte entre jovens homens negros é 22% maior que a média da população jovem e 90% maior do que a taxa para homens brancos e amarelos. Entre 15 e 19 anos, as diferenças raciais são ainda mais evidentes, com taxas de mortalidade quase dobro das observadas para jovens brancos e amarelos.

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Para a pesquisadora Bianca Leandro, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, “é extremamente necessário trazer dados e reflexões sobre como a violência se apresenta de maneira distinta em relação à idade, gênero, raça e localização geográfica, ajudando a compreender as condições de vida das juventudes brasileiras”.

O coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho, reforça a urgência de políticas públicas: “O direito à vida tem sido uma bandeira dos movimentos juvenis contemporâneos. É preciso seguir apontando os dados alarmantes e afetar as causas sociais que tornam os jovens vulneráveis.

O levantamento é o primeiro de um ciclo de informes epidemiológicos que será lançado em 2025, com o objetivo de acompanhar a situação de saúde das juventudes brasileiras e propor estratégias de prevenção e proteção.

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