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Motoristas de ônibus do Rio podem entrar em greve no dia 29 após rejeitarem proposta de reajuste

Categoria afirma que paralisação é inevitável caso não haja nova negociação; estado de greve já foi decretado

Digleison Silva
Por: Digleison Silva
22/06/2026 às 16h24 Atualizada em 22/06/2026 às 16h38
Motoristas de ônibus do Rio podem entrar em greve no dia 29 após rejeitarem proposta de reajuste
Categoria afirma que paralisação é inevitável caso não haja nova negociação; estado de greve já foi decretado

Os motoristas de ônibus do Rio podem entrar em greve a partir da meia-noite do próximo dia 29. A possibilidade ganhou força após a categoria rejeitar a contraproposta salarial apresentada pelo Rio Ônibus durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Rodoviários.

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Segundo o presidente do sindicato, Sebastião José, cerca de 500 trabalhadores participaram da reunião e decidiram não aceitar a proposta patronal. A categoria já havia decretado estado de greve e agora aguarda uma nova rodada de negociação.

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De acordo com o dirigente sindical, até o momento não houve novo contato por parte do Rio Ônibus após a rejeição da proposta, o que aumenta a possibilidade de paralisação dos serviços.

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O que ofereceu o Rio Ônibus?

A proposta apresentada previa reajuste de 4,39%, percentual correspondente ao IPCA acumulado até abril deste ano.

Caso fosse aceita, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, um aumento de R$ 150,15.

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Já os motoristas de ônibus articulados da categoria "E" teriam reajuste de R$ 180,17, com os salários passando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35.

O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689, um acréscimo de R$ 29.

Categoria considera proposta insuficiente

Segundo Sebastião José, os valores apresentados não atendem às reivindicações dos trabalhadores.

O sindicalista afirma que muitos profissionais enfrentam jornadas superiores a 14 horas por dia e convivem com situações frequentes de violência urbana durante o exercício da profissão.

"A proposta representa uma falta de respeito com uma categoria que diariamente enfrenta riscos, agressões e situações que impactam diretamente sua saúde física e emocional", afirmou.

O que os rodoviários reivindicam?

O sindicato informou que mantém a defesa da pauta de reivindicações aprovada pela categoria, que inclui:

• Mudança da data-base para 1º de março;

• Salário de R$ 5 mil para motoristas de articulados;

• Salário de R$ 4 mil para os demais motoristas;

• Fim dos contratos temporários no sistema BRT;

• Contratação via CLT para trabalhadores do BRT;

• Tíquete alimentação de R$ 1 mil;

• Jornada de trabalho no modelo 5x2;

• Manutenção do passe livre para a categoria;

• Indenização dos 30 minutos de intervalo de almoço;

• Plano de saúde e odontológico.

Greve pode afetar milhões de passageiros

Caso não haja acordo até o fim do mês, a paralisação poderá impactar diretamente a rotina de milhões de passageiros que utilizam os ônibus como principal meio de transporte na cidade.

O sindicato afirma esperar uma solução negociada para evitar prejuízos à população e cobra maior participação da Prefeitura do Rio nas tratativas.

"Esperamos que esse impasse seja resolvido para evitar que milhares de usuários paguem mais uma vez o preço dessa disputa", declarou Sebastião José.

As negociações seguem em andamento até a data prevista para uma possível paralisação.

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