
Se a política do Rio já é movimentada, imagina quando envolve Baixada, clã tradicional e articulação de bastidor? A aproximação entre Eduardo Paes (PSD) e Washington Reis (MDB) acendeu o alerta vermelho em Magé e abriu uma nova frente de tensão na Baixada Fluminense.
Nos bastidores, o movimento é visto como estratégico para 2026 - mas, ao mesmo tempo, acabou atravessando o caminho da família Cozzolino. O detalhe que deu o que falar: enquanto parte do grupo se incomoda com a nova aliança, o deputado estadual representante do clã está em processo de filiação ao partido de Paes, a convite do próprio prefeito do Rio.
E não para por aí.
Nas redes sociais, a ex-prefeita e ex-deputada Núbia Cozzolino tratou de colocar mais tempero na história. Ela compartilhou uma publicação afirmando que Anthony Garotinho será candidato ao governo do estado pelo Democracia Cristã (DC). Traduzindo: o jogo pode mudar - e muito.
Enquanto isso, o prefeito de Magé, Renato Cozzolino, demonstra resistência aos novos rumos. Ele vinha costurando alianças ao lado do primo, o deputado estadual Vinícius Cozzolino, que está de saída do União Brasil. Neste mês, os dois almoçaram com Paes para discutir justamente a possível filiação de Vinícius ao PSD. Na ocasião, o deputado justificou a mudança dizendo que quer abrir diálogo direto com um possível futuro governador do Rio.
Mas o verdadeiro estopim dessa divisão atende pelo nome de Jane Reis (MDB). A escolha dela como vice na chapa de Eduardo Paes ao governo do estado não foi bem digerida em Magé. Em 2020, Jane disputou a prefeitura da cidade e obteve cerca de 15 mil votos (5,92%), posicionando-se como adversária direta do grupo político que comanda o município desde o início dos anos 80.
Resultado? Clima de tensão, articulações paralelas e muita movimentação de bastidor na política da Baixada Fluminense.
Nos corredores, a avaliação é clara: a corrida pelo Palácio Guanabara já começou - e Magé virou peça-chave nesse tabuleiro.