
O novo levantamento do instituto Datafolha sobre a corrida presidencial de 2026 mostra um cenário mais competitivo e aberto do que eleições anteriores. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda lidere no primeiro turno, a disputa no segundo turno aparece tecnicamente empatada com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com a pesquisa divulgada em abril, Lula soma cerca de 38% a 39% das intenções de voto no primeiro turno, mantendo vantagem sobre os demais concorrentes. Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição, com cerca de 32% a 34%, consolidando-se como principal nome da oposição no cenário atual.
Outros possíveis candidatos aparecem mais distantes. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), registra até 7%. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pontua entre 4% e 5%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), também aparece com cerca de 4%.
Apesar da liderança de Lula no primeiro turno, o cenário muda quando a simulação é de segundo turno. No confronto direto mais recente, Flávio Bolsonaro aparece com 46% contra 45% de Lula - diferença que configura empate técnico dentro da margem de erro, estimada em dois pontos percentuais.
O resultado marca uma mudança relevante em relação a levantamentos anteriores. Em pesquisas realizadas nos meses anteriores, Lula aparecia numericamente à frente nos cenários de segundo turno. Agora, o equilíbrio indica crescimento da competitividade eleitoral e maior dificuldade para uma definição antecipada do pleito.
Outros cenários testados pelo Datafolha também apontam disputas apertadas. Em simulações contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula também aparece em empate técnico. O mesmo ocorre em cenários contra Ratinho Júnior, embora com vantagem numérica para o petista.
Especialistas avaliam que o cenário ainda está em formação e pode sofrer mudanças significativas. Fatores como economia, alianças políticas, desempenho do governo e surgimento de novos candidatos devem influenciar diretamente o rumo da disputa.
A pesquisa reforça ainda a tendência de polarização no país, com Lula e um nome ligado ao bolsonarismo concentrando a maior parte das intenções de voto. Nesse contexto, a eleição presidencial de 2026 tende a repetir o clima acirrado visto nos últimos pleitos.
O Datafolha ouviu milhares de eleitores em diversas regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%