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Além das palavras: O jeito certo de se referir a quem tem deficiência

Antes de tudo, porque isso é essencial, não estou abordando o português correto e sim como tratar com respeito às pessoas

Dejane Nascimento
Por: Dejane Nascimento
25/02/2026 às 19h27 Atualizada em 25/02/2026 às 20h21
Além das palavras: O jeito certo de se referir a quem tem deficiência
Foto: Reprodução / Instagram (dejanerj)

Atenção às palavras é algo que devemos ter diante de uma realidade que exige a promoção de valores e respeito. Em relação à pessoa com deficiência, qual seria a maneira correta de chamá-la? Antes de tudo, é importante destacar que não estou abordando o português formal, mas sim a forma respeitosa de tratar as pessoas.

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A terminologia não é apenas uma escolha linguística, ela reflete valores, concepções de mundo e principalmente, o modo como a sociedade reconhece seus direitos ou não.

Durante muito tempo, termos como inválido, incapacitado, especial, portador de deficiência, foram utilizados. Embora alguns ainda apareçam no cotidiano, eles carregam uma visão assistencialista, médica e preconceituosa, isso reduz o indivíduo à sua deficiência.

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Hoje, esses termos estão em desuso justamente por não reconhecerem a pessoa em sua integralidade. A expressão correta e legalmente no Brasil é pessoa com deficiência - que encontra-se na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015). Essa expressão coloca a pessoa em primeiro lugar, deixando claro que a deficiência é apenas uma de suas características, e não sua identidade completa.

Como Assistente Social, compreendo que a linguagem é importante e a terminologia tem um papel fundamental na luta por direitos e mudam com o seu decorrer histórico.

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Quando utilizamos a terminologia adequada, reafirmamos princípios como a dignidade humana, a igualdade e o respeito à diversidade. Mais do que uma questão de “politicamente correto”, trata-se de reconhecer a pessoa com deficiência como sujeito de direitos.

Além disso, é importante destacar que a deficiência não está apenas no corpo da pessoa, mas nas barreiras que ela encontra na sua realidade. Essa compreensão muda completamente a forma como pensamos políticas públicas, acessibilidade e inclusão.

O que é importante é o nosso compromisso de informar, provocar reflexões e fortalecer a defesa dos direitos da pessoa com deficiência. Que começa pelas palavras, porque é a partir delas que construímos realidades mais justas, inclusivas.

Por Dejane Nascimento
Assistente Social há 14 anos, pós graduada em Mediação de Conflito, Gestão em Saúde Pública e Políticas Públicas e Inclusão da Pessoa com Deficiência.

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